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16/03/2009

Análise "Anúncio de carácter comercial"

Publicidade Dove Pro Age

Cor: tons suaves, que sugerem a naturalidade, estamos perante uma campanha que não explora o corpo feminino e, além disso, está despido de preconceitos.


A função da linguagem utilizada é a apelativa e processa-se, principalmente, através de imagens que valem mais que mil palavras.

A mensagem deste anúncio vem aliviar a carga que desde há muito tempo nós (mulheres) vimos a ser alvo: somos constantemente pressionadas por modelos de beleza impossíveis de serem seguidos, trazendo inúmeros problemas para a saúde. As mulheres de hoje começam a ser abordadas com mensagens de empresas que estão realmente a valorizar a sua beleza, vendendo produtos que foram criados com base em mulheres “de verdade”, com as suas características diversificadas e exclusivas. O padrão de beleza feminino antes valorizado, neste anúncio é substituído, numa campanha publicitária, pela presença da beleza negra, da mulher mais madura, da “gordinha”, da mulata.


Intenção comunicativa: este anúncio tem como intenção aliciar as consumidoras de uma certa faixa etária para a compra de uma gama de produtos de beleza. Sugere, de igual modo, que a utilização destes produtos são direccionados a qualquer mulher, sem exclusão de raça ou mesmo de aparência física. Sendo assim, as imagens sugerem que não é preciso ter um corpo esbelto para gostarmos de nós e nunca é tarde para cuidarmos do nosso corpo. Como se costuma dizer “se não gostarmos de nós quem gostará?”. Apesar de ser uma frase feita, faz todo o sentido.

Reflexão "A rádio"

A rádio foi o primeiro dos meios de comunicação de massa que deu imediatismo à notícia devido à possibilidade de divulgar os factos no exacto momento em que ocorrem. Permitiu que o Homem se sentisse participante de um mundo muito mais amplo do que aquele que estava ao alcance dos seus órgãos sensoriais. Mediante uma ampliação da capacidade de ouvir, tornou-se possível saber o que está a acontecer em qualquer lugar do mundo, existem, actualmente, condições de transmitir a informação com mais rapidez do que qualquer outro meio. Entre os meios de comunicação de massa, a rádio é o mais popular e o de maior alcance público, constituindo-se, muitas vezes, no único a levar a informação para populações de vastas regiões que ainda hoje não têm acesso a outros meios, seja por motivos geográficos, económicos ou culturais. Uma das grandes vantagens da rádio além de informar e divertir está ao alcance de todos, inclusive dos iletrados.

Quando a televisão chegou, o rádio não estava preparado para concorrer com um elemento substancial a imagem e ressentiu-se bastante porque a partir do momento em que a televisão chegou o mundo nunca mais foi o mesmo. Esta permitiu aos cidadãos ter uma visão mais alargada do que se passava no mundo através dos diversos programas por ela transmitidos, pois anteriormente só ouviam a voz do rádio e algumas imagens impressas nos jornais. Porém, se por um lado trouxe progresso, por outro veio quebrar certos hábitos como a leitura, o convívio entre as pessoas, e principalmente as crianças mudaram completamente os seus hábitos de brincadeira. Enquanto anteriormente brincavam na rua ou noutro sítio qualquer, onde praticavam diversas actividades, hoje em dia passam horas de frente ao televisor.

Conclusão

Há quem diga que a chegada da televisão e da internet fizeram com que o rádio perdesse o seu espaço. Ao contrário de tantas afirmações, este meio de comunicação tornou-se flexível e, hoje, pode ser acompanhado via internet. A evolução tecnológica nunca irá superar as características singulares deste meio, capaz de trazer informações e interferir no comportamento desde o mais humilde dos cidadãos até aos mais letrados. O rádio é companheiro e fala ao ouvinte em particular, sem interferir na sua rotina diária. Além disso, o aparelho receptor é acessível aos mais variados gostos e bolsos. Justamente por isso, ele torna-se um forte aliado na difusão de culturas, pois o seu alcance não tem limites.

Reflexão "O jornal"

O 1º jornal, chamado de "Acta Diurna", foi criado no ano de 59 A.C. em Roma por Júlio César para manter as pessoas informadas sobre os acontecimentos sociais e políticos.
Em 1447, Johann Gutenberg criou a imprensa (prensa móvel), inaugurando a Era do Jornal Moderno.
Na metade do século XVII os jornais tornaram-se publicações frequentes e periódicas, além de focar assuntos mais locais.
No século XIX transformaram-se no principal veículo de divulgação e recebimento de informações.
Nos anos 20 o jornal passou a "concorrer" com o rádio, obrigando os editores a criar novos formatos e conteúdos, para os tornar mais atraentes.
Passada a grande fase da rádio, o jornal enfrentou outro grande concorrente a televisão, que fez com que houvesse uma queda brusca nas vendas. Todos esses desafios serviram para que se modernizassem, sendo criadas matérias coloridas, curtas e objectivas assim como nas atracções oferecidas pela Televisão.
Mesmo com o rádio, a televisão e a internet os jornais não perderam a sua importância.
O Jornal é um meio de comunicação impressa, é chamado de "veículo de comunicação", e tem como característica: o uso de "papel de imprensa" mais barato e de menor qualidade que os utilizados pelas revistas. Os jornais diários da chamada "grande imprensa" possuem conteúdo genérico, pois publicam notícias e informações de interesse público. Mas há também jornais diários com conteúdo especializado em economia, negócios ou desporto, e outros com periodicidade semanal, quinzenal, mensal, tanto de conteúdo genérico, como também voltados para assuntos específicos destinados a públicos segmentados.
Apesar de ser um meio de comunicação importante na nossa sociedade, pois mantém-nos informados sobre o que se passa no mundo de fácil transporte, de preço acessível (em certos casos são gratuitos) até que ponto nós, leitores podemos ler sem sermos influenciados e até mesmo ficarmos confusos, tal como acontece com outros meios de comunicação? Muitas vezes estamos a ler uma notícia que até vem destacada em primeira página com todo o mediatismo, no qual se cria automaticamente a opinião pública e passado um dia ou dois vem a mesma notícia mas com factos totalmente diferentes da primeira publicação. A concorrência é tanta entre os jornais que faz com que estes disputem a fuga das notícias e a prioridade seja a publicação e não a confirmação da veracidade das mesmas. Porém, se fizermos uma análise global ao jornal, este é um meio considerado fiável e de extrema importância tanto a nível da divulgação de informação como de liberdade de expressão. No entanto, é necessário analisar cuidadosamente, ter a percepção se nos soa a verdadeiro ou falso o que lemos num jornal. Tal como dizia um historiador e jornalista alemão do século XVIII chamado August Von Schlozer “Tolo é aquele que nunca lê um jornal; mas ainda é mais tolo aquele que acredita em tudo que lê só porque está escrito no jornal”.